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Teórico de piloto privado sem segredos: entenda tudo

Muitos fazem mistérios. Outros dizem que é difícil. E muita gente não começa o curso de piloto privado por medo de que realmente tudo isso seja verdade. Entendam: para a grande maioria das pessoas, pilotar aviões é um sonho. Os mais novos sonham em ser pilotos profissionais, e entre os mais velhos, boa parte quer ser piloto apenas por hobby, depois de já ter sua vida estabilizada, começando mais tarde.

Vemos muitas pessoas numa paralisia, entre começar ou não, mesmo tendo a disponibilidade e a vontade. Isso acontece porque sendo um sonho, geralmente uma vontade de criança, o custo interno, pessoal, de um possível fracasso, seria maior. Isso causa imobilismo. Mas aqui no Aeroclube garantimos: tudo isso que falam é falso. Não é difícil, mesmo. É raro um aluno nosso que não consegue passar na prova da ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil.

Os caminhos e as regras
A ANAC não exige que você faça um curso e frequente salas de aulas. Você pode comprar os livros, estudar em casa, fazer as provas na agência e só depois de aprovado, pisar em um aeroclube. Recomendamos isso para todos? Não. E o motivo principal é a falta de contato com a aviação, necessário e entusiasmante para os iniciantes. Estudar por conta, só pelos livros, pode funcionar para pessoas que já estão inseridas no meio, com parentes ou amigos próximos já pilotos. Até para poder tirar as dúvidas.

Fora estudar unicamente pelos livros, sobram mais dois caminhos. Para quem realmente está apertado de tempo, o EAD é uma mão na roda (recomendamos este, acesse este link aqui), ou a melhor opção de todas: fazer o teórico presencial. Existem diversas escolas espalhadas pelo país, cada uma com sua grade de horários e possibilidades. Aqui em Itápolis o teórico de piloto privado é um curso de 45 dias. (lembre-se, temos alojamento), é a melhor opção para quem tem a disponibilidade de vir para cá ou para que mora perto.

Fazer o teórico em salas de aula é bom por networking, porque você já conhece as pessoas, os colegas e os professores. Obviamente também, uma aula com um professor na sua frente é mais eficiente. E mais fácil de tirar as dúvidas. Além disso, o professor sempre aborda exemplos e coisas práticas do dia a dia. Salvo raras exceções, o instrutor teórico é piloto. E eles sempre tem histórias para contar, como todo piloto, enriquecendo as aulas.

Voos simultâneos
Outra vantagem de fazer o curso teórico presencial é que o aluno pode ao mesmo tempo, já iniciar o curso prático. Enquanto ele aprende a teoria na sala de aula, aprende na prática o voo com instrutores. A regra é que o aluno não pode terminar o curso prático ou mesmo solar o avião. Ou seja, voar até 15 horas do curso é o recomendado. É assim que você vai vivenciar e absorver o máximo de conhecimento.

As matérias:
Meteorologia - Não, você não vai ficar um expert em fazer previsões do tempo tão boas quanto as que você puxa do seu celular. É um livro com menos de 100 páginas, não uma faculdade do assunto. Vai aprender sobre ventos, sobre temperaturas, sobre pressão atmosférica, tudo voltado para a prática do dia a dia de um piloto. E vai entender coisas interessantíssimas de nuvens, principalmente as que você tem que evitar. Já damos a dica: é a cumulus nimbus. É olhar e saber. Dessa nem passe perto. E vai aprender muitas coisas interessantíssimas, como por exemplo, do porque no hemisfério sul, quando o ralo de uma pia está aberto a agua roda para um lado e no hemisfério norte, roda para outro. Sabia disso? E as frentes frias funcionam de maneira semelhante, elas fazem curva! Interessante, não é?

Navegação - O professor vai estar ali na sua frente explicando como se planeja tudo, mas na verdade, ele vai estar dando aulas de matemática. E a base de tudo é a regra de três, que resolve quase todos os problemas das navegações. E as aulas teóricas explicam a base de tudo: a bússola. Todo piloto tem que conhecer isso, apesar das modernidades do GPS. Sabia que os polos magnéticos da terra mudam um pouco de lugar e você tem que compensar isso? Está tudo indicado nos mapas, os quais você também vai aprender a interpretar. Curiosidade: existem duas projeções de mapas, a Lambert, que leva em conta que a terra é redonda, e a projeção Mercator, que distorce um pouco. É a evolução histórica da cartografia, dignas de um programa do History Chanel.

Conhecimentos técnicos - São as partes físicas de um avião. A parte mais interessante é o funcionamento de um motor. Sabia que um motor quatro tempos, na verdade, tem seis fases? Os tempos são: admissão, que é quando o pistão puxa o ar com combustível, compressão, que é quando o pistão volta comprimindo este ar, combustão, que é quando a vela explode o combustível e faz a expansão, e o último tempo é o escape, quando ele elimina o gás resultado disso. As duas fases, que explicam melhor isso, estão nos livros. Além do motor, você vai aprender sobre todos os tipos de estruturas aeronáuticas.

Regulamentos de tráfego aéreo - São regras regras que ajudam a fazer o voo ser seguro. Desde o planejamento do voo sobre até o que fazer quando você estiver vendo que outro avião vem de frente. Tem que estar tudo combinado, os dois viram para a direita, no mundo todo.

Aerodinâmica - Aqui você aprende como o avião voa. Afinal, não basta ter asa porque pinguim tem e não voa. É uma das partes mais interessantes do curso. Você aprende sobre o teorema de Bernoulli, que é a base do funcionamento de uma asa de um avião. Aprende sobre quando ela ganha e quando perde sustentação e como cada área móvel do avião, como os profundores, o leme e os ailerons são usados para manobrar as aeronaves no ar.

A Prova
Os testes são feitos na ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil, você pode até reprovar em duas delas e ficar de segunda época. Mas acredite, não é nada complicado. Você vai estudar sobre cinco livros de menos de 100 páginas cada. Sendo que umas 20 em cada um deles são só de testes simulados, além de um monte de ilustrações. É só se dedicar, concentrar, que passa.